Número de passageiros transportados pelo Metrô de SP cai 12 milhões em 2017

O prejuízo da companhia foi de R$ 309 milhões, 44% maior que em 2016, diz o documento.


Metrô de São Paulo transportou quase 12 milhões de passageiros a menos em 2017 em relação a 2016, uma queda de 1%, quando somadas as transferências entre linhas. No entanto, a empresa entende que o número "se manteve estável, quando comparado com o de 2016", informou o presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, em mensagem no relatório da administração de 2017, publicado nesta quarta-feira (28).


De acordo com o relatório, em 2017 foram 1,095 bilhão de passageiros transportados no total, considerando as transferências, no ano anterior foram 1,107 bilhão. O Metrô entende que a queda se deve “principalmente ao maior número de feriados em dias úteis”.

Já a média de passageiros transportados diariamente (média dia útil, considerando entradas e transferências), chegou a 3,7 milhões, mesmo número de 2016. O número de entradas, em 2017, foi um pouco superior em média nos dias úteis – 3 milhões contra 2,9 milhões em 2016.



Prejuízo


O prejuízo da companhia foi de R$ 309 milhões, 44% maior que em 2016, diz o documento. Esse é o 3º prejuízo consecutivo. Em 2014, companhia teve lucro de R$ 86,8 milhões. Em 2015, prejuízo de R$ 93,345 milhões. Em 2016, prejuízo de R$ 213,179 milhões. Em 2017, R$ 309,083 milhões.

O Metrô teve, em 2017, receita líquida operacional de R$ 2,634 bilhões, 4,6% superior ao ano anterior. Por outro lado, a dívida do governo estadual com o Metrô chega a R$ 200 milhões – número 30% superior à de 2016.


Para contrapor os gastos, o Metrô lançou um programa de demissão voluntária – ao qual 1.044 profissionais se inscreveram – e também buscou promover a ampliação da geração de receitas acessórias, por meio da exploração de ativos. Em 2017 houve o recorde histórico de receitas não tarifárias do Metrô, diz o documento: R$ 248,3 milhões (31,7% superior em relação a 2016).


A receita líquida com publicidade nas linhas também aumentou: passou de R$ 43 milhões em 2016, para 82,7 milhões em 2017.

O Metrô aponta que houve aumento no nível de satisfação em 2017, chegando a 60% dos usuários transportados. Já em investimentos para a modernização de trens e linhas, foram investidos R$ 2,072 bilhões, diz o documento, incluindo as obras das três novas estações da linha 5-Lilás inauguradas: Alto da Boa Vista, Borga Gato e Brooklin.

Segundo o relatório, outras seis estações do mesmo ramal serão concluídas em 2018, completando a linha. Também há obras em outras três frentes: nos monotrilhos das linhas 15-Prata (que vai ligar Ipiranga a Cidade Tiradentes) e 17-Ouro (que ligará a estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda à estação Congonhas). Também estão sendo construídas quatro estações da linha 4-Amarela, uma das quais é Higienópolis-Mackenzie, inaugurada em janeiro de 2018.

Foram modernizados também 98 trens das frotas originais das linhas 1-Azul e 3-Vermelha.

Demissão voluntária

Para contrapor os gastos, o Metrô lançou um programa de demissão voluntária – ao qual 1.044 profissionais se inscreveram – e também buscou promover a ampliação da geração de receitas acessórias, por meio da exploração de ativos. Em 2017 houve o recorde histórico de receitas não tarifárias do Metrô, diz o documento: R$ 248,3 milhões (31,7% superior em relação a 2016).

A receita líquida com publicidade nas linhas também aumentou: passou de R$ 43 milhões em 2016, para 82,7 milhões em 2017.

Fonte: G1
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