Fraude em bilhetes de transporte é flagrada e homem acaba detido


Mais um homem foi preso por fraude em cartões de transporte público, desta vez contra a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A detenção foi feita em Jundiaí por seguranças da empresa, que apreenderam ainda dezenas de cartões fraudados, além de dinheiro e um notebook contendo um software utilizado para recarga dos bilhetes de passagem.

De acordo com a polícia, os agentes da CPTM faziam ronda entre as estações de Jundiaí e do bairro Botujuru, em Campo Limpo Paulista, quando notaram um homem abordando usuários do serviço de trens para lhes oferecer passagens mais baratas. O esquema envolvia receber o dinheiro e liberar as catracas com o uso do Bilhete Único, estando em seu poder pelo menos 15 deles.


Ao ser indagado sobre o que fazia, confessou que vendia o acesso ao trem por R$ 3 – a passagem custa R$ 4 -, carregando os bilhetes por meio de um programa que tinha em seu notebook – o aparelho foi achado posteriormente no veículo do acusado. Identificado como Maciel Silva dos Santos, ele também tinha em seus bolsos R$ 500 em dinheiro e mais 379 bilhetes únicos no automóvel, além de dois pendrives e mais R$ 293,70.

Na delegacia, ao ser autuado em flagrante por estelionato, foi constado no boletim de ocorrência que as recargas dos cartões eram ilícitas, assim como nenhum dinheiro era repassado à CPTM. “No presente caso, o conduzido, utilizando-se desta recarga, vende as passagens nas respectivas catracas para usuários do serviço de transporte público, obtendo, portando, vantagem ilícita em prejuízo da empresa”, salientou o delegado responsável pelo flagrante.

A autoridade policial também não arbitrou fiança e determinou a recolha do acusado Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, de onde ele foi encaminhado ao fórum para audiência de custódia.

Se condenado por estelionato, conforme estipula o artigo 171 do Código Penal, ele pode pegar uma pena de até cinco anos de reclusão, que pode ser aumentada em um terço, já que o crime foi cometido contra uma “entidade de direito público”, como é o caso da CPTM.


Outras ações

No dia 22 de fevereiro deste ano, policiais do 1º DP de Jundiaí já haviam mandado para trás das grades um homem de 53 anos, morador no bairro do Jacaré, em Cabreúva, após flagrá-lo em um ponto de ônibus da avenida Jundiaí cometendo o mesmo tipo de crime.

Na ocasião, foi a segunda ação policial semelhante em poucos meses, uma vez que, no dia 23 de novembro do ano passado, outros dois homens foram presos, acusados de integrar uma quadrilha especializada neste tipo de fraude. Somente este grupo seria o responsável por lesar em R$ 50 mil uma empresa de transportes.

De acordo com o investigador-chefe Marcio Piovesan, da equipe do delegado Josias Guimarães, para efetuar a prisão, policiais de sua equipe agiram disfarçados, usando bermudas e chinelos, uma vez que autores de delitos semelhantes nunca agem sozinhos, deixando “olheiros” nas imediações para avisar sobre qualquer movimentação suspeita.

Sobre o esquema, explicou: “Eles entregavam o cartão ao comprador, que passava pela catraca e devolvia o cartão pela janela”. Segundo o policial, já durante a prisão de fevereiro, foi possível apurar que o detido conseguia arrecadar uma média de R$ 300 por dia, apenas no ponto em que foi surpreendido.

Fonte: Jornal de Jundiaí 


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