Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás do Metrô é inaugurada com falhas em acessibilidade

Vão entre plataforma e trem tem desnível e faltam catraca e guichê adaptados para cadeirantes. Ponto positivo na acessibilidade são 9 elevadores e 12 escadas rolantes que facilitam a chegada.

Com quatro anos de atraso, a estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo foi inaugurada na manhã desta sexta-feira (31) na Vila Clementino, na Zona Sul da capital paulista.

Construída pelo Metrô e operada pela concessionária ViaMobilidade, a estação foi anunciada como um local de total acessibilidade para pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção. A estação fica próxima da sede da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e do Hospital do Servidor, que recebem muitas pessoas com necessidades especiais.


Passageiros que utilizaram a linha nesta sexta-feira, no entanto, relataram não perceber muitas diferença entre outras linhas já existentes.

"Não achei tão diferente das outras. Agora que está vazio é bem fácil de andar, mas quando começar a encher vai dar no mesmo que outras que já usei", afirma o técnico em enfermagem Marco Antônio da Rosa.
Marco é de Cambuí (MG), e vem com o filho Rafael da Rosa há 20 anos para São Paulo fazer tratamento na AACD. Os dois aguardaram o encerramento da cerimônia de inauguração que começou às 11h para testar a estação.

Empurrando a cadeira do filho, Marco teve que passar pelo portão de acesso liberado por funcionários ao lado da catraca, pois não há uma entrada especial mais larga como as que existem em outras estações do metrô. Os guichês de atendimento também não são rebaixados para atender cadeirantes.

O Metrô informou que em relação ao desnível entre a plataforma e os vagões do trem, que "pelos próximos 15 dias, período de Operação Reduzida, essa questão, que é de ajuste, estará equacionada".

Sobre as catracas não serem adaptadas para cadeirantes: "Há portão específico para passagem de cadeiras de rodas, uma vez que cadeirantes não pagam passagem".

Sobre os guichês de atendimento não serem rebaixados para cadeirantes: "Cadeirantes não pagam passagem em todo o Transporte Público de São Paulo".

Um ponto positivo na acessibilidade são os 9 elevadores e 12 escadas rolantes que facilitam a chegada.


Para embarcar no trem, contudo, é necessário ultrapassar o vão entre a plataforma, pois não há rampa de nivelação para que a cadeira entre sem esforço.

"Eu já estou acostumado a empurrar a cadeira dele, entalhes mim não é esforço. Mas para quem está sozinho ou tem alguma dificuldade é complicado", afirma.

A estação AACD-Servidor deve receber cerca de 22 mil passageiros por dia útil e será operada pela concessionária ViaMobilidade como as demais estações da linha.

A estação começa a operar de forma reduzida, das 9h às 16h, com a cobrança de tarifa. O horário de atendimento será ampliado gradativamente.

Além do AACD e do Hospital do Servidor Público Estadual, a estação é a mais próxima do Parque do Ibirapuera, cerca de 1 km de distância, do Centro Olímpico, Parque das Bicicletas, Hospital Edmundo Vasconcelos, Banco de Sangue e Tribunal de Contas do Município.

Nesta sexta-feira, a estação Moema passou a operar em período integral.

Previstas para julho, as estações Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, ligando a linha lilás às linhas 1-azul e 2-verde, ficarão prontas só em setembro. Já a estação Campo Belo será inaugurada somente em dezembro deste ano.

Quando finalizada a linha 5-Lilás terá 17 estaçőes distribuídas em 20 km de extensão entre Capão Redondo e Chácara Klabin. Ao todo, 850 mil pessoas devem ser transportadas diariamente na linha. O investimento será de R$ 10 bilhões.

Fonte: G1
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