Número de crimes sexuais aumenta no Metrô e na CPTM

Ofensas como encoxadas e passadas de mão são 8 de cada 10 casos registrados


O número de crimes com motivação sexual aumentou no metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ano a ano desde 2015. Na comparação entre o primeiro semestre de 2018 com o mesmo período daquele ano, o crescimento foi de 67%, passando de 97 para 152 casos.

A reportagem usou como parâmetro crimes como estupro, ato obsceno, importunação ofensiva ao pudor, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável, entre outros. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação, diretamente com a Secretaria Estadual da Segurança Pública.


Entre os crimes ou contravenções de caráter sexual ocorridos no transporte sobre trilhos da capital, o mais cometido entre janeiro e junho deste ano foi a importunação ofensiva ao pudor. 

Diferentemente do que acontece no estupro, a importunação não é praticada com aquilo que a lei considera uso de violência e grave ameaça. São as “passadas de mão” ou “encoxadas”, por exemplo. Elas representaram praticamente 8 em cada 10 casos.

Maior estação do metrô na capital, a Sé (região central) foi aquela que registrou o maior número de casos no primeiro semestre deste ano. Segundo os dados da Secretaria da Segurança Pública, foram 19 casos (12,5%). Também na região central, a estação Brás, que reúne tanto metrô quanto trens da CPTM, é a segunda no ranking de crimes e contravenções de natureza sexual, com oito casos.


O horário de pico da manhã, das 6h às 9h, é aquele que concentra a maior parte das ações. Foram 51 casos no primeiro semestre deste ano, praticamente um em cada três registrados na polícia.

Já a volta de trabalhadoras e trabalhadores para casa, das 17h às 20h, teve 1 em cada 4 casos que viraram boletim de ocorrência entre janeiro e junho.

Segundo a secretaria dos Transportes Metropolitanos da gestão Márcio França (PSB), no metrô, 89% dos abusadores denunciados pelas vítimas são detidos e encaminhados às autoridades policiais, segundo a companhia. A CPTM diz que tem cerca de 8.000 câmeras em toda a sua rede e o Metrô, 4.473.

Fonte: Folha
Foto: R7


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