Empresas de ônibus lutam pelo fim do Uber Juntos e pedem compensação financeira


Foto: Divulgação Uber

Nem só na mira dos táxis vive o Uber, agora é a vez do aplicativo também entrar em guerra com as empresas de ônibus, que lutam pelo fim do serviço de caronas compartilhadas que atende pelo nome de Uber Juntos em nosso país.

Pedindo compensação por prejuízos decorrentes da perda de passageiros, as empresas de ônibus alegam que o Uber Juntos configura transporte coletivo irregular e já acionaram o poder público para derrubar o serviço. Queixas foram apresentadas exigindo a proibição do serviço.


Outra preocupação é que o Uber Juntos evolua para mais categorias de veículos além dos carros, passando a incluir também vans e micro-ônibus, aumentando ainda mais a competição contra os serviços tradicionais de transporte coletivo e apagando gradativamente o setor.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) diz que no ano passado apreendeu carros ligados a apps em situação de clandestinidade.

As companhias de ônibus dizem que o Uber Juntos faz concorrência direta e “predatória” com os coletivos sem estar submetido às mesmas regras que eles, como a necessidade de contrato por licitação, regulação e preços fixados, a obrigatoriedade de rodar em regiões e horários de pouco movimento, além da gratuidade para idosos e estudantes.

De acordo com a nota da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a perda de passageiros por causa do Uber Juntos gira em torno de 5% e 7%. Caso os novos veículos, maiores e com mais capacidades, sejam incluídos, tais percentuais podem aumentar de forma expressiva.

Além da ação que pede a proibição do Uber Juntos ou sua sujeição às mesmas regras que ônibus e vans certificadas, as concessionárias do transporte coletivo paulistano também pediram que a EMTU abrisse um processo administrativo. O objetivo é reequilibrar o mercado e trabalhar os contratos de concessão para lidar com a nova realidade dos aplicativos.

Entre as alternativas imaginadas estão uma revisão nos valores das tarifas ou um ressarcimento, pela empresa responsável pelo serviço, em pagamento direto às empresas de transporte.


O último reajuste tarifário passou a valer no início desta semana, ficando na casa dos 6,45% na média, acima na inflação oficial de 2018 que ficou na base dos 3,75%.

O SPUrbanuss, que representa as empresas que operam o transporte público dentro da capital, também apresentou queixa contra o Uber Juntos à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. A pasta confirma o recebimento da carta e diz que "analisa as informações recebidas".

Em reposta, a Uber rebate dizendo que a plataforma Juntos não se trata de uma categoria de transporte coletivo. A empresa esclarece que a modalidade é, na verdade, um sistema de combinação de viagens individuais com trajetos semelhantes.

A ideia, de acordo com a empresa, é colocar mais pessoas em menos carros, atuando da mesma forma que a modalidade de transporte vigente, sendo um complemento e mais uma opção de transporte público, e não um rival ou substituto aos sistemas tradicionais.

Conhecido anteriormente como Pool, o Uber Juntos estreou no âmbito brasileiro no ano passado como uma modalidade em que passageiros com origem e destino próximos compartilham a mesma viagem, dividindo e barateando o valor da corrida.

(*) Com informações do Site Tudo Celular


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