Jovens fumam maconha em rampas de acesso de estações do metrô de SP

População cobra fiscalização e critica a falta de respeito; Metrô informa que conta com efetivo de agentes de segurança treinados para coibir irregularidades nas estações

Foto: Mapio.Net

Quem utiliza as estações Carrão e Tatuapé, na Linha 3- Vermelha, e a Liberdade, na Linha 1- Azul, da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), reclamam de um problema que tem se tornado bastante comum: consumo de maconha nas rampas e passarelas de acesso ao metrô.

A reportagem do Blog Blitz Estadão foi até as estações citadas e conferiu a queixa. Por volta das 9h desta sexta-feira, 18, pelo menos dois jovens fumaram maconha na rampa de acesso à Rua Apucarana no metrô Carrão que dá acesso à Rua Apucarana. Passageiros confirmaram a reclamação e relataram que a situação é pior à tarde.


Corretora de imóveis, de 46 anos, que trabalha na região do Tatuapé, na zona leste, há mais de 10 anos confirma que o problema tem se tornado frequente.

“Logo que a gente chega na passarela já dá para ver os usuários e sentir o cheiro forte da droga. Além dos moradores de rua, usuários também ocupam as rampas de acesso dos metrôs. No Carrão, ainda dá para passar, mas no Tatuapé, em alguns horários, é impossível, principalmente no acesso à Rua Tuiuti”, destacou.

No dia 11 de janeiro, uma estudante foi até um laboratório na Rua Vilela, no Carrão, também na zona leste, buscar exames médicos. Ela prefere não se identificar, mas reforça que, por volta das 18h, havia pelo menos 8 jovens fumando maconha na rampa de acesso ao metrô. “Falta de respeito e é difícil coibir essa prática “, concluiu.

Na Liberdade, na região central, usuários se reúnem atrás de uma banca de jornal, no acesso para a Rua Galvão Bueno.


Segundo moradores, jovens consomem drogas tranquilamente. “Total falta de respeito. Falta de controle e fiscalização. Imagina se liberar o uso de maconha. A situação pode ficar ainda pior”, acrescentou morador que prefere não se identificar.

Em nota, o Metrô informa que conta com efetivo de agentes de segurança treinados para atuar em benefício de todos os passageiros, realizando estratégias operacionais e rondas constantes sempre em duplas ou em efetivos maiores quando há necessidade operacional, o que dá mais agilidade e respaldo nas atuações.

“Eles percorrem trens e estações do sistema e recebem orientações do Centro de Controle da Segurança (CCS), que monitora a rede metroviária por meio de mais de 3.900 câmeras de vigilância”, destacou a nota.

Ainda segundo o Metrô, os usuários que observarem qualquer irregularidade dentro do sistema podem enviar mensagem de texto para o aplicativo de smartphone Metrô Conecta ou para o SMS Denúncia do Metrô (9 7333-2252), ferramentas que garantem total anonimato ao denunciante.


(*) Com informações do Estadão


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