Por tarifa a R$ 4, usuário de ônibus terá que carregar bilhete até domingo



As tarifas no transporte público de São Paulo serão reajustadas a partir do dia 7 de janeiro nos ônibus municipais e do dia 13 de janeiro no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O anúncio foi feito pelo governador recém-empossado João Doria (PSDB) e pelo prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB).

A partir do dia 7, quem se movimentar pela cidade de ônibus pagará R$ 4,30, com o valor já reajustado. A partir do dia 13, a tarifa de R$ 4,30 passa a valer para ônibus, trens ou metrô. Para manter a tarifa de R$ 4 por mais tempo, os bilhetes únicos devem ser carregados até 23h59 do dia anterior à mudança (ou seja, até dia 6 para ônibus e até dia 12 para trens e metrô). A tarifa de R$ 4 é garantida até que se esgote o valor que foi carregado.


Quem carregar o bilhete até a noite do dia 12, já pagará R$ 4,30 pelas viagens em ônibus, mas ainda conseguirá manter R$ 4 nos trens e metrô até a recarga esgotar.

As recargas feitas a partir do dia 13 passarão a descontar R$ 4,30. O reajuste é de 7,5% e está acima da inflação acumulada desde a data do último aumento, em janeiro de 2018. A inflação oficial pelo IPCA acumulada em 2018 é de 3,59%. Se aplicada no reajuste da tarifa do transporte público, significaria uma passagem próxima de R$ 4,15.

Com o novo valor, a tarifa integrada dos trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) com os ônibus que circulam na capital também sofreu reajuste. O passará de R$ 6,96 para R$ 7,48 a partir do dia 13.

Limite de créditos acumulados e de recarga De acordo com a SPTrans, o usuário pode acumular até R$ 350 em créditos pelo valor atual da tarifa, R$ 4. Para compra nos guichês de recarga, eletrônicos ou não, o limite de compra é de até R$ 310.




No ano passado, o preço da passagem já havia subido de R$ 3,80 para R$ 4.

Na última quarta-feira (2), o ex-governador Márcio França (PSB) afirmou que deixou o governo sem reajustar as tarifas porque o sucessor, João Doria, queria um valor maior do que o que a sua equipe defendia durante a transição. França afirmou que o seu governo pretendia aplicar apenas a correção inflacionária do último ano na tarifa das passagens, para R$ 4,15.

Segundo o ex-governador, Doria defendeu reajuste para R$ 4,25. Doria disse em coletiva de imprensa na última quarta-feira que "faltou coragem" a França para anunciar o reajuste das passagens e que ambas as equipes haviam concordado com a tarifa de R$ 4,25 que acabou sendo anunciada a R$ 4,30.

Já a Prefeitura de São Paulo argumentou que o aumento se faz necessário devido a uma reposição das perdas dos últimos três anos.

Fonte: Terra


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