Após liminar determinar suspensão do aumento da tarifa, ônibus de SP seguem cobrando R$ 4,30

Prefeitura já foi notificada. Covas diz que Prefeitura não tem dinheiro e que ônibus deixariam de circular por 25 dias.

Mais de vinte e quatro horas depois de a Justiça de São Paulo determinar a suspensão imediata do aumento da tarifa do transporte público municipal, os ônibus continuam cobrando R$ 4,30 e não o valor anterior ao reajuste, R$ 4.

No site do Tribunal de Justiça, é possível ver que a Prefeitura de São Paulo já recebeu a notificação da decisão, condição argumentada anteriormente para a manutenção da tarifa. A Prefeitura afirmou que recorreu da decisão. O valor da tarifa aumentou de R$ 4 para R$ 4,30 no dia 7 de janeiro.


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (14) que a administração municipal não tem dinheiro para bancar a circulação dos ônibus e que a cidade ficaria 25 dias sem transporte municipal.

"Se a gente tiver que abrir mão do aumento da tarifa, estamos falando de R$ 570 milhões de subsídio aos ônibus da cidade de São Paulo. A Prefeitura não tem esse dinheiro disponível. Isso significaria que a partir do dia 5 de dezembro não teríamos mais ônibus na cidade de São Paulo circulando até o fim do ano. Não temos recurso do orçamento de esse ano de 2019 para poder ampliar o recurso que sai dos cofres da prefeituras e vai para as concessionárias [empresas que administram os ônibus].


Inflação
O aumento da tarifa na gestão Bruno Covas (PSDB) foi de 7,5%, índice maior do que a inflação de 2018, que fechou em 3,75%, segundo o Banco Central (BC).

À época do anúncio, a Prefeitura disse que o aumento foi baseado na inflação acumulada dos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%.

“Por dois anos, em 2016 e em 2017, a tarifa não sofreu qualquer reajuste, mantendo-se no valor de R$ 3,80, impactando significativamente o orçamento da Prefeitura. Em 2018, houve um aumento abaixo da inflação, elevando o valor para R$ 4,00. Agora, a Prefeitura realiza uma necessária adequação da receita para reduzir o desequilíbrio do sistema”, disse em nota.

Com informações do Portal G1


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