CPTM recomenda interdição total de passarela em Poá

Recomendação foi feita após novo laudo elaborado com base em vistoria realizada nesta segunda-feira (18). Prefeitura interditou estrutura parcialmente com base em laudo de setembro de 2018.


A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recomendou a interdição total da passarela sobre a linha férrea em Poá, na altura da Vila Perracine, para impedir a circulação de pessoas, com base numa vistoria feita na segunda-feira (18). Mas a Prefeitura se baseou em um laudo mais antigo, de setembro de 2018, e fez apenas a interdição parcial.

O relatório técnico fotográfico mais recente da CPTM apresenta vários registros da estrutura danificada. Entre eles, fotos da viga longarina, que segundo a constatação, apresenta os problemas mais graves.


Embaixo da foto, a informação de que em decorrência do desprendimento da viga longarina, a laje já cedeu cerca de 8 centímetros.

A conclusão é de que a passarela apresenta risco iminente e por isso a CPTM recomenda a "interdição imediata, impedindo a circulação de pedestres no local até que seja providenciado o reparo adequado".

Em setembro de 2018, no primeiro laudo, a companhia recomendava apenas a interdição parcial imediata. Mas, durante cinco meses, os pedestres continuaram usando normalmente a passarela. Na terça-feira (19), finalmente a Prefeitura fez a interdição parcial.

Mas a vistoria feita na segunda-feira mostrou uma situação mais grave do que aquela registrada em setembro e embasou uma notificação extrajudicial enviada na terça pela CPTM para a Prefeitura de Poá.

No documento, a companhia afirma que a Prefeitura deve começar as obras de reparação em dez dias.

Um carimbo da Prefeitura confirma que o documento foi recebido ainda na terça-feira.


"Na realidade a CPTM vem empanhada em resolver a questão dessa passarela já há alguns anos e vem notificando a Prefeitura e se colocando à disposição para colaborar no que couber, justamente para a gente pudesse evitar a interdição. Infelizmente chegamos a um grau de risco muito alto e os técnicos analisaram que o ideal seria interromper a passagem das pessoas e iniciar imediatamente uma obra para restaurar essa passarela", disse o gerente de comunicação da CPTM, Sérgio de Carvalho Júnior.

"A passagem dos trens não interfere na deterioração da passarela. O próprio desgaste provocado pelo tempo e a falta de manutenção é que chegamos ao ponto que encontramos hoje. Por isso que nós recomendamos a interdição imediata", continua.

A Prefeitura afirma que no convênio firmado em 1999 para a construção da passarela não está claro que a manutenção seria responsabilidade da Prefeitura.

"A CPTM está à disposição da Prefeitura para colaborar na parte técnica. Os nossos engenheiros já estão em contato com a Prefeitura. A gente já iniciou esse processo de estreitar essa relação principalmente para que a gente possa oferecer esse suporte. Agora a questão financeira, nós entendemos que dentro do convênio firmado cabe sim à Prefeitura de Poá".

A CPTM ainda afirma que cumpriu sua parte do convênio de notificar sobre o risco.

De acordo com a Prefeitura de Poá, ainda não foi definida a data para uma reunião porque ainda precisa ser agendada com a presidência da CPTM.

Engenheiros da administração municipal estiveram no local na manhã desta quarta-feira (20).

(*) Com informações do Portal G1


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