Governo Federal quer acabar com exigência de simulador em autoescola

Sem o equipamento, custo para tirar CNH deve ficar 20% menor

Foto: Gazeta do Povo

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse, na Convenção Nacional da Confederação dos Transportadores Autônomos (CNTA), que pretende acabar com os simuladores de autoescola, obrigatórios desde janeiro de 2017. Outros temas foram pauta do discurso do parlamentar.

Segundo o ministro, o atual governo pretende reduzir a burocracia e os custos para os trabalhadores do setor e para a população em geral.


“Vamos acabar com esse troço (simuladores de autoescola). Mas vão dizer que é importante… coisa nenhuma. Isso é para vender hardware e software, só para aumentar custo. É lobby, é máfia. Então, vamos acabar”, afirmou Tarcísio Gomes de Freitas.

De acordo com o ministro, um piloto da Força Aérea Brasileira que ele conhece não precisou passar por teste com simulador de voo para exercer a profissão. Por isso, o equipamento não é necessário para os aspirantes a condutores de automóveis.

A novela dos simuladores de autoescola começou em 2013. Desde então, eles foram e deixaram de ser obrigatórios diversas vezes. Na última decisão envolvendo o aparato, ficou determinado que as autoescolas fossem obrigadas a incluir no curso cinco aulas no simulador, consideradas essenciais para que o aluno tivesse noção de como se safar de situações adversas ao volante.


O discurso de Tarcísio Gomes de Freitas vai contra as decisões do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o ministro, não foi por acaso que os órgãos foram ligados ao Ministério da Infraestrutura.

“O Contran emite cem resoluções por ano, sem análise de impacto, sem ouvir a população, sem fazer audiência pública. Vamos acabar com isso”, garantiu. Freitas informou que os próprios processos decisórios dos órgãos de trânsito, recém-transferidos para o Ministério da Infraestrutura, serão revistos.

O ministro ainda disse, na CNTA, que julga desnecessário submeter jovens à renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a cada cinco anos.

Outra questão a ser revista, segundo Tarcísio é a questão do emplacamento. “A gente não quer a máfia de estampadores, nem que a placa represente custo adicional. A gente precisa fazer com que a placa seja um instrumento de segurança, de rastreamento que evite a clonagem, mas não para aumentar o custo ou criar dificuldades” finalizou.

(*) Com informações do site Auto Papo


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