Metroviários decidem hoje se entram em greve a partir de amanhã 08/02

Sindicato realiza nova assembleia hoje (7) para discutir possibilidade de paralisação já na sexta-feira (8) ou início da próxima semana; categoria discorda de nova escala de trabalho e pede a readmissão de operador demitido.

Postado em 07/Fev/2019 às 16h43
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 Jornal Metro


Os metroviários de São Paulo realizarão uma nova assembleia hoje, quinta-feira (7) para discutir a possibilidade de uma greve no Metrô de São Paulo. A categoria ainda avalia se a eventual paralisação terá duração de 24 horas já na sexta-feira (8) ou se ocorrerá no início da próxima semana.

Na segunda-feira (4), os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiram não efetivar a promessa de greve no Metrô prevista para hoje. A categoria aceitou pedido da empresa para manter as negociações.


Os metroviários cobram a reintegração do operador de trem Joaquim José, demitido por justa causa, no fim do mês passado, após ser responsabilizado por uma falha que paralisou as operações na linha 1-Azul no último dia 23.

À ocasião, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) disse que o operador descumpriu procedimento orientado pelo Centro de Controle de Operações (CCO) e danificou um equipamento de via próximo à estação Jabaquara.

Os funcionários do Metrô também não aceitam a nova escala de trabalho proposta pela empresa e reclamam do aumento da jornada de trabalho. Os representantes da companhia, segundo informou o Sindicato dos Metroviários SP , só aceitam readmitir Joaquim José caso a categoria aceite a nova escala.


Na prática, o novo esquema de trabalho que a empresa propõe reduz o número de folgas que os funcionários do período noturno têm direito e também eleva suas cargas horárias de 36 para 40 horas semanais.
Em nota, o sindicato disse que exige reunião com a presença da diretoria da empresa e promete manter a mobilização com a "retirada do uniforme, uso de adesivos e sem quebra-galhos".

Na terça-feira (6), a entidade sindical divulgou detalhes de uma cobrança de esclarecimentos realizada no segundo semestre do ano passado a respeito das condições de trabalho em estações da linha 15-Prata do monotrilho.

O diretor de assuntos corporativos do Metrô, Alfredo Falchi Neto, reconheceu a falta de itens como vestiários e equipamentos para os funcionários realizarem suas refeições. Na resposta, assinada em 15 de outubro, Falchi Neto prometeu que as carências seriam resolvidas.


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