Sindicato dos Metroviários contesta falha humana em batida de trens do monotrilho da Linha 15-Prata

Versão sobre falha de funcionário foi apresentada em relatório do Metrô. Sindicato afirma que houve falha no sistema, que não seria seguro.

Postado em 07/Fev/2019 às 14h44

Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo contestou na manhã desta quinta-feira (7) a versão apresentada pelo Metrô de que a colisão entre dois trens da Linha 15-Prata na terça-feira (29) foi causada por falha humana na operação.
Um relatório da comissão de segurança do Metrô apontou que a ação de um funcionário tornou “invisível ao sistema” o trem que estava estacionado na estação Jardim Planalto. Com isso, a composição que vinha logo a seguir não percebeu sua presença e os dois colidiram.


Segundo o sindicato, no entanto, o acidente foi causado por uma falha em um dos sistemas dos trens. Em um ofício enviado ao presidente do Metrô, o sindicato afirma que não existe um sistema que detecte automaticamente a presença de um segundo trem na linha caso a composição perca a comunicação com a central.

Ou seja, se a atual tecnologia falhar, o trem não tem como perceber outro no caminho. Ainda de acordo com o sindicato, o problema se agrava pelo fato de o monotrilho rodar sem maquinista.


“Como tem um sistema que eles dizem que é seguro, o próprio sistema não identifica que tem um trem. Veja que na Linha 1 e na Linha 3 é um outro sistema, que funciona há mais de 40 anos, e isso nunca ocorreu”, afirma Raimundo Cordeiro, coordenador geral do sindicato.

Em nota, o Metrô afirma que o monotrilho é seguro e a tecnologia é reconhecida internacionalmente. Diz ainda que todos os funcionários responsáveis pela operação do sistema são treinados e qualificados para essa atividade.

(*)Com informações do portal G1

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