Cidade de SP tem 61 ônibus que não poderiam estar rodando por operarem há mais de 10 anos

Foto: Reprodução G1

Passageiros relatam incômodo com ônibus velhos. SPTrans diz que concessionária Via Sul vai tirar os remanescentes até o fim de 2019.

A cidade de São Paulo tem 61 ônibus que estão rodando nas ruas há mais de 10 anos, o que é proibido pelo contrato assinado entre as empresas prestadoras do serviço e a Prefeitura.

São 60 ônibus na Zona Sul e mais um na Zona Sudoeste que estão circulando desde 2007, conforme dados obtidos com base na Lei de Acesso à Informação.


Os 60 que estão na Zona Sul são todos da mesma empresa, a Via Sul. Pelas regras da licitação, eles não poderiam estar mais em operação, já que a idade máxima da frota é de 10 anos.
Os ônibus velhos são o que mais incomodam os passageiros, que relatam que falta fiscalização.

Muitos deles não possuem ar-condicionado, já que o calor, no verão, deixa a viagem ainda mais desconfortável.
Também é comum ver ônibus de 2008 rodando: são 1.600 na cidade, que têm que passar por vistorias especiais duas vezes por mês. A maioria está na Zona Sudeste, que engloba os bairros de Jardim Ângela e Capão Redondo.

A SPTrans diz que a Via Sul, responsável pelo transporte público nestas regiões, já substituiu mais da metade dos ônibus do ano de 2007 e que restam 26 em circulação, mas que devem ser retirados de linha até o fim de 2019.
 O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo disse que as associadas vêm renovando a frota e que 3 mil novos ônibus entraram.


Licitação

A Prefeitura está fazendo uma nova licitação para remodelar o sistema de transporte público da capital. 22 empresas apresentaram proposta na licitação, sendo que cinco estão devendo para Fazenda Nacional, em dívidas tributárias e previdenciárias.

Os editais das licitações do transporte público foram relançados pela Prefeitura em dezembro de 2018. Na ocasião em que os editais foram lançados pela primeira vez, em 24 de abril deste ano, o valor dos contratos era de R$ 68,1 bilhões.

A licitação foi retomada após ajustes no edital que foram determinados pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Em junho, o TCM apontou 51 irregularidades, 20 improbidades e 19 correções. O órgão que fiscaliza o executivo municipal liberou a licitação em 24 de outubro.

Exigências

Para o início da operação, a concessionária deverá dispor de garagem própria para abrigo, abastecimento e manutenção da frota operacional. A empresa que tiver garagem no próprio lote de atuação terá vantagem na concessão da área.

Também será exigido que a empresa tenha o mínimo de 25% da frota com ar-condicionado, acessibilidade e vidro colado (que permite melhor isolamento térmico e acústico). Assim que os veículos antigos foram substituídos por causa da idade de circulação ou qualquer outro motivo, o ônibus deve ser trocado por um que tenha ar-condicionado.
 em operação entre 2017 e 2018.


(*) Com informações do Portal G1

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