EMTU adia projeto VLT

Procedimento antecede a licitação para se escolher da empresa responsável pelas obras, ainda sem data definida

Foto:Diário do Litoral

O plano de expansão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para a Área Continental de São Vicente terá novo adiamento. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) não abrirá neste mês a concorrência para contratação do projeto executivo do trecho Barreiros-Samaritá.

O procedimento antecede a licitação para se escolher da empresa responsável pelas obras, ainda sem data definida. O projeto executivo reúne os elementos para a execução da obra, como materiais, cálculos estruturais, cronograma e planilhas de orçamento.


Segundo a EMTU, a construção do trecho Barreiros – Samaritá está em fase final de “elaboração do termo de referência para a contratação do projeto executivo”, o que deve terminar em até 90 dias.

Um dos entraves para levar o VLT à Área Continental é a ponte sobre o Canal dos Barreiros, principal acesso entre a parte insular àquela região. Este é considerado o ponto mais sensível, pois as estruturas do equipamento estão sucateadas e em péssimo estado de conservação. Em janeiro, a necessidade de reparos com urgência foi exposta em laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), do governo estadual.

Em março do ano passado, o estado descartou demolir a ponte para dar andamento à terceira fase do VLT. Laudos técnicos da época confirmaram que a estrutura não estava condenada. A reforma do espaço foi citada como forma de acelerar o empreendimento, pois não seria necessário licenciamento ambiental para um novo acesso.


Detalhes

A terceira fase do VLT vai ligar a estação dos Barreiros (hoje, parada inicial do VLT) até o Samaritá, perto de Praia Grande. O trajeto teria 7,5 quilômetros, cinco estações de embarque e desembarque, três subestações de energia e um pátio de manobras. Os trabalhos terminariam em dois anos após o início.

A expectativa é facilitar o transporte de até 130 mil habitantes dos núcleos da Área Continental de São Vicente. O sistema terá integração com o transporte municipal vicentino, que será licitado em substituição ao modelo alternativo, feito por micro-ônibus. O empreendimento também ajudaria a levar o VLT às demais cidades do litoral Sul, sem data prevista.

Segunda etapa

A EMTU pretende publicar até o final da semana a classificação das empresas que apresentaram propostas para as obras do segundo trecho do VLT (Conselheiro Nébias - Valongo). A abertura dos envelopes ocorreu em 28 de fevereiro. Sete consórcios e três empresas demonstraram interesse por assumir os trabalhos, que devem ter início no próximo semestre e durar 30 meses. A autarquia paulista estima que o resultado final da licitação deve ser divulgado apenas em maio, contando com os prazos legais de recursos. As intervenções têm custo estimado em R$ 300 milhões e somam 8,2 quilômetros de extensão em vias simples (uma para cada sentido) e 14 estações.

(*) Com informações A Tribuna

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