Nos extremos, moradores sofrem com novas regras do Bilhete Único

Pagar do bolso, negociar com o patrão e mudar de rotina são alternativas depois das mudanças no vale-transporte, que começou a valer nesta última sexta (1º)


As novas regras do vale-transporte depositado pelas empresas no Bilhete Único começou a valer nesta última sexta-feira (1º). Com a mudança, os trabalhadores que moram mais longe devem ser mais afetados. Isso porque a integração gratuita só poderá ser feita uma única vez, no período de três horas.

Antes da mudança, os trabalhadores que usam o vale-transporte (pago pela empresa) podiam usar até três ônibus e um transporte de trilho (CPTM ou metrô) ou quatro ônibus. Agora, poderá usar só dois ônibus ou um ônibus e um embarque em transporte de trilho (pagando a diferença da integração de R$ 3,18).


As novas regras devem afetar uma vez por semana a cuidadora de idosos Célia Regina, 48 anos. Ela trabalha no bairro da Casa Verde (zona norte de São Paulo) e mora no Jardim Etelvina (extremo da zona leste), precisando de três ônibus para se deslocar de um ponto para o outro. “Não tem jeito, vou ter que tirar do meu bolso para pagar uma condução a mais”, disse.

Também morador do extremo da zona leste paulistana, o mecânico Ricardo Souza, 33 anos, disse que ainda vai “conversar com patrão para ver o que fazer”. Ele está preocupado com o que pode acontecer, porque, segundo ele, “já ganha pouco, se tiver que pagar condução vai complicar ainda mais”.


O mecânico trabalha na própria zona leste, mas um caminho que é contramão: Pega a lotação que sai do bairro de Vila Chabilândia, desce no Terminal Itaquera e embarca no ônibus Parque Dom Pedro II, no meio do caminho, perto da estação Vila Matilde, pega o último ônibus, que vai para o Shopping Aricanduva.


A estudante Vanessa Silva, 26 anos, vai sentir as mudanças no Bilhete Único na hora de voltar da faculdade para casa. Ela trabalha como atendente em uma lanchonete do Terminal Itaquera e vai do trabalho direto para a faculdade. Na volta, utiliza três ônibus para chegar no bairro da Cidade Líder (extremo da zona leste), onde mora.

Em vez de pagar apenas uma condução e fazer integrações para voltar para casa com o que é depositado no vale-transporte, agora Vanessa vai pagar do seu bolso uma condução a mais diariamente.

A alteração no vale-transporte também vai obrigar trabalhadores a adaptar a rotina de ida ao trabalho. É o caso da secretária Vitória Iris, 17 anos. Para ir ao trabalho, ela pega o ônibus que sai do bairro da União de Vila Nova (extremo leste), faz integração no metrô Itaquera e vai até a estação Barra Funda.

Par facilitar a ida ao trabalho, a secretária precisa usar um ônibus até o bairro de Água Branca. Mas, para não pagar outra condução, vai ter que ir andando por um trajeto de cerca de 30 minutos ou utilizar um trem da CPTM.

(*) Com informações do Portal R7


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