Paralisação de ônibus em SP prejudica passageiros

Veículos atrasaram saída das garagens na madrugada desta sexta-feira (22). Sindicalistas foram conversar com funcionários sobre a Reforma da Previdência e campanha salarial.
Foto: Aílton Oliveira/Mobilidade SP

Uma paralisação de motoristas e cobradores afetou a circulação de ônibus em São Paulo na manhã desta sexta-feira (22). Terminais e pontos estão lotados após os veículos não saírem nos horários de rotina das garagens das empresas.

A paralisação atingiu a Vip Transportes Urbanos na Zona Leste, a Viação Campo Belo e a Viação MobiBrasil na Zona Sul, e a Viação Sambaíba na Zona Norte.


Segundo o Sindicato da categoria, sindicalistas foram para as garagens conversar com os trabalhadores sobre a Reforma da Previdência e sobre a campanha salarial de 2019.

De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), todos os ônibus já deixaram as garagens e às 5h46 toda a frota já estava nas ruas. No entanto, a normalização do sistema é gradativa e os passageiros sofrem com os reflexos dessa paralisação.

No Terminal Varginha, na Zona Sul, passageiros formavam uma longa fila. Do local, saem linhas que atendem o Centro e as Zonas Oeste e Sul da cidade. Pontos da Avenida Senador Teotônio Vilela estavam lotados por volta das 5h30.

Em Pirituba, na Zona Norte, os passageiros reclamavam da demora devido ao reflexo da paralisação nesta manhã. Para evitar atrasos, alguns passageiros optaram por transportes alternativos, como caronas e carros de aplicativos.


No Terminal Itaquera, na Zona Leste, região atendida também pela empresa Vip, os pontos estavam cheios e os passageiros se espremiam para entrar nos coletivos que começavam a circular. O acesso ao Metrô, na linha 3-Vermelha e a estação Itaquera da CPTM ficaram sobrecarregados de passageiros por causa da paralisação.

A SPTrans informa que uma manifestação sindical surpresa atrasou o início da operação em 29 garagens das empresas do subsistema estrutural, nesta sexta-feira.

Edsom Caram, secretário de Mobilidade e Transportes, diz que não existia uma decisão de paralisação e administração municipal desconhecia o ato nesta manhã. “O que nós estamos fazendo é correr atrás para atuar essas empresas por descumprimento”, disse.

Segundo ele, 1 milhão de passageiros foram afetados, o que corresponde de 10 a 15% dos usuários. Ao todo, um milhão de pessoas que utilizam os 3.820 ônibus de 561 linhas foram afetadas, prejudicando também a operação nos 29 terminais municipais. As linhas do subsistema local operam normalmente.

De acordo com Caram, existe diálogo da Prefeitura de São Paulo com as empresas de ônibus. “Há interlocução sim com o membro da SPtrans e da própria secretária, mas nós fomos pegos de surpresa.”

(*) Com informações do Portal G1


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