Mudança imposta pela Prefeitura de SP no vale-transporte aumenta em 41% o número de passagens pagas

Desde 1º março, trabalhador só pode fazer duas viagens em até três horas usando preço de uma tarifa. Antes, eram até quatro viagens em duas horas.

Foto: Grasieli Souza/SPTrans

A mudança imposta pela Prefeitura de São Paulo no vale-transporte mudou a rotina de trabalhadores e de todo o sistema de transporte coletivo, segundo uma pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) a partir de dados da SPTrans.

Desde que a Prefeitura diminuiu o número de embarques de quatro para dois com uma única tarifa, o trabalhador passou a pagar mais para ir ou voltar do trabalho. Em março, o número de passagens pagas com vale transporte aumentou 41% em relação a fevereiro. No ano passado, esse aumento foi bem menor: 15%. Isso porque muita gente está passando duas vezes o vale para conseguir chegar ao destino.


Desde 1º de março, os usuários do vale-transporte de São Paulo (valor pago por empregadores a seus funcionários) têm três horas para fazer até dois embarques nos ônibus municipais da SPTrans, pagando tarifa única de R$ 4,30. Até então, o vale-transporte permitia que o passageiro embarque em até quatro ônibus no período de duas horas.

Entre fevereiro e março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o uso do vale transporte aumentou em algumas linhas de ônibus como:

Shopping Portal - Terminal Morumbi, com alta de 247%.
Barra Funda - Bom Retiro, aumento de 236%.
Terminal Sacomã - Metrô Santa Cruz, aumento de 136%.
Essas linhas fazem trajetos que poderiam ser feitos usando também o trem e o metrô.

O trajeto Barra-Funda-Bom Retiro poderia ser feito de Metrô, com as linhas amarela, azul e vermelha, mas como agora só dá para fazer duas viagens em três horas, então o Idec conclui que os trabalhadores estão mudando o caminho por uma questão de economia.


Além disso, quem mora nas regiões mais periféricas da cidade, na zona leste e sul, e que precisa fazer trajetos mas longos são os mais afetados já que precisam fazer mais de duas integrações pra chegar no serviço.
Desde que a medida entrou em vigor, pelo menos quatro passageiros conseguiram na justiça o direito de voltar às regras antigas do vale-transporte.

Enquanto isso, a maioria dos passageiros continua se virando e tentando economizar.

Nesta terça-feira (30), uma audiência pública na Câmara Municipal discute a questão da mudança no vale-transporte.

A Prefeitura disse, novamente, que não cabe ao município arcar com custos que, por lei, são de responsabilidade do empregador.

(*) Com informações do Portal G1


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