Sindicato dos Metroviários de São Paulo organiza um abaixo-assinado contra a ‘Reforma’ da Previdência na Linha 3-Vermelha

Sindicato da categoria organiza ato na Estação Palmeiras-Barra Funda para esclarecer a população sobre o ataque a direitos e os riscos à aposentadoria da reforma proposta pelo governo Bolsonaro
Foto: CUT

Em ato na tarde desta quarta-feira (24), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo intensificou a luta da categoria contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, a chamada "reforma" da Previdência, num "corpo a corpo" com a população. Cerca de 3 mil assinaturas foram coletadas em abaixo-assinado contra a proposta do governo, que retira direitos e prejudica os trabalhadores. O ato foi organizado na estação Palmeiras-Barra Funda, da Linha-3 Vermelha, na zona oeste da capital.

Usando coletes contra a "reforma" e a privatização do metrô, os metroviários conversaram e orientaram os usuários do metrô que passavam pela estação. Após ter sido informado sobre o teor da proposta de reforma, Guilherme Maris, estudante de Psicologia, afirmou que se sentia preocupado. "A reforma vai favorecer quem tem mais poder aquisitivo e os mais vulneráveis irão sofrer", disse ele que, com 19 anos, já demonstra receio de não conseguir se aposentar.


Em poucos minutos de mobilização, uma grande fila de trabalhadores se formou em volta das pranchetas para aderir ao abaixo assinado. Wagner Fajardo, coordenador geral do sindicato, disse que a coleta de assinaturas é uma iniciativa importante, pois mobiliza os trabalhadores. "O interesse da população é grande. Já tivemos essa experiência na reforma do Temer, quando fizemos uma greve geral e barramos a reforma dele. A população se sensibiliza pelo seu direito à aposentadoria", afirma.

A enfermeira Cíntia de Souza deixou sua assinatura e ainda classificou a "reforma" de Bolsonaro como a "PEC da morte". "Se for aprovada, essa desgraça vai jogar milhões na miséria. Ela não corta onde teria que cortar, que é a aposentadoria vitalícia de filhos de militares e a aposentadoria de políticos e juízes. Não vão mexer onde deve. É um ataque contra a população mais pobre", criticou.

"A minha aposentadoria está ameaçada. O Bolsonaro está acabando com tudo", lamentou o estudante Caio Jardim. "O povo já não aguenta mais ser privado de tantos direitos.  Essa reforma é mais um absurdo", acrescentou o autônomo Sebastião Prado.


Carregando seu filho de 3 anos no colo, Raimundo Borges de Almeida, também coordenador do sindicato, teme que o filho possa ser jogado a um futuro de incertezas. "As futuras gerações estão condenadas à miséria, uma completa pobreza. A aposentaria é o maior programa social que temos no país. É a forma de o Estado reconhecer o esforço da classe trabalhadora para o desenvolvimento do país."

A ação dos metroviários contra as novas regras da Previdência são alinhadas à campanha salarial deste ano. Em estado de greve, a categoria está em negociação com o Metrô, mas encontra dificuldades. Nesta quinta-feira (25), mais uma assembleia vai discutir os rumos da campanha.

Segundo os trabalhadores, há pressão por parte do Metrô para que não usem o colete contra a "reforma" da Previdência durante a campanha salarial. "Enquanto lutamos por um transporte de qualidade e contra a privatização, também lutamos pelos interesses dos usuários de se aposentarem", disse Raimundo.

(*) Com informações do Rede Brasil Atual

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