Metrô e CPTM conseguem liminares contra a Greve Geral do dia (14)

Sindicatos aderiram ao dia de manifestações convocado pelas centrais sindicais em protesto a temas como a reforma da previdência

Foto: Aílton Oliveira/Mobilidade SP

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e o Metrô obtiveram liminares contra a paralisação de seus servidores na próxima sexta-feira (14), para quando está convocada uma greve nacional em protesto contra a reforma da previdência e os cortes na educação, entre outras pautas.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo, as decisões judiciais obtidas pelo Metrô e pela CPTM obrigam seus funcionários a manterem 80% do quadro de servidores nos horários de pico e 60% nos outros horários.


A secretaria informou que "considera o objetivo da paralisação ideológico" e que "conta com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 7 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM".

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou a participação na greve em assembleia no dia 6. A entidade representa os trabalhadores das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, que não são administradas pelo setor privado.

Para a entidade, a reforma torna a aposentadoria “um sonho impossível para a grande maioria da população”. Ainda segundo a entidade, o projeto mantém privilégios de determinadas categorias, como os militares.

Já a gestão Jair Bolsonaro defende a proposta, afirmando que ela combate privilégios e torna possível que os brasileiros continuem se aposentando, uma vez que o atual modelo se tornou inviável e impossível de ser mantido com o envelhecimento da população, segundo o governo.


O projeto prevê idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e 62 para mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos, entre outras regras. A intenção do governo é aprovar a reforma ainda no primeiro semestre.

Ônibus e Trens

O Sindmotoristas, que representa os motoristas de ônibus da capital, também anunciou adesão à paralisação. O Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Ferroviárias de São Paulo, que representa as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM também confirmou participação.

O Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, representante das linhas 8-Diamante, 9-Esmeralda e 13-Jade da CPTM, afirma que não convocou assembleia para aprovação do movimento de greve geral, mas que ninguém está impedido de aderir à greve.

(*) Com informações do R7



            VEJA TAMBÉM:           

Tecnologia do Blogger.