CPTM registou uma agressão a cada três dias, de acordo com levantamento

Nos primeiros quatro meses deste ano, a companhia recebeu 41 casos comunicados de violência. Na semana passada, um segurança morreu espancado por vendedores ambulantes.

Foto: Aílton Oliveira

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou, em 2018, 116 agressões contra colaboradores (funcionários e terceirizados) nas plataformas e trens. A média é de um registro de violência a cada três dias nas dependências da companhia. Os dados foram obtidos com exclusividade pela Globonews por meio da Lei de Acesso à Informação.

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A mesma realidade quando analisamos os primeiros quatro meses deste ano: 41 casos foram comunicados à CPTM.


Na semana passada, um segurança morreu espancado por vendedores ambulantes na estação Botujuru da linha 7-Rubi da CPTM, na cidade de Campo Limpo Paulista, na grande São Paulo. De acordo com as investigações, o ataque foi premeditado e os agressores ainda não foram presos.

"A realidade é que o governo do estado vem endurecendo a questão da segurança. A fiscalização tem aumentado. No ano passado foram 24 mil fiscalizações contra 36 mil em 2019. Isso gera revolta por parte daqueles que vão contra a lei. O reforço dessa fiscalização e da apreensão, que aumentou mais de 20% em 2019 contra 2018, tem gerado também essas agressões", afirmou o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.


A CPTM afirmou não ter dados sobre as agressões realizadas pelos colaboradores e possui apenas quando o funcionário aparece como a vítima.

Agressão a agentes da CPTM na Grande SP
2016 - 53 casos
2017 - 99 casos
2018 - 116 casos
Até abril de 2019 – 41 casos

Comparação entre os primeiros quadrimestres de 2018 e 2019
2018 - 40 casos
2019 - 41 casos

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