Motorista de Uber é preso suspeito de dopar e estuprar passageira na Zona Oeste de SP

Investigadores apuram se motorista dopou vítima depois de colocar um tipo de pré-anestésico conhecido com 'boa noite, cinderela' na água oferecida a ela.

Foto: Parceiro Legal

Um motorista de aplicativo foi preso suspeito de estuprar uma passageira na madrugada de sábado (10) na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, segundo informações da Polícia Civil. O Uber informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita (veja nota completa abaixo).

Investigadores apuram se o motorista a dopou depois de colocar um tipo de pré-anestésico conhecido com 'boa noite, cinderela' na água oferecida a ela.


Segundo policiais da 9ª Delegacia da Mulher, onde o caso foi registrado, a vítima, de 32 anos, tinha tomado vinho na casa de uma amiga, chamou o Uber e perguntou ao motorista se ele tinha água. O motorista, que se apresentou como Dario disse que não, mas se ofereceu para comprar.

A vítima aceitou e ele parou em um posto de combustíveis, conforme consta no boletim de ocorrência. Depois de tomar a água, ela afirma que foi estuprada. A polícia tem imagens do posto de combustível onde a água foi comprada e da vítima chegando em casa.

A vítima disse aos policiais se lembrar de alguns momentos do ocorrido e apresentou as roupas rasgadas e íntimas que usava no dia. As peças foram encaminhadas para a perícia e ela passou por exames médicos. O carro do motorista foi apreendido e a perícia analisa uma mancha no estofado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o motorista do aplicativo montou um falso cadastro na Uber com o nome de Reinaldo e essa conta foi encerrada recentemente. Ele ficou com o celular da vítima e entrou no e-mail dela, apagando registros da corrida.

O motorista está preso no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

Segundo uma amiga da vítima, ela lhe contou sobre o momento em que o motorista estava em cima dela e reclamou de dores nas partes íntimas, informando ainda que a calça dela foi rasgada na ação.


Nota Uber

"A Uber lamenta o crime terrível que foi cometido e já está colaborando com as autoridades no curso das investigações. A empresa repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência. A conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita.

Todas as viagens são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de necessidade, nossa equipe especializada possa dar suporte às autoridades, observada a legislação brasileira aplicável, compartilhando informações sobre motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado, além de acionar seguro que cobre despesas médicas em caso de incidentes.

Como parte do processo de cadastramento para utilizar o aplicativo da Uber, todos os motoristas passam por uma checagem de antecedentes criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos pelo próprio motorista e com consentimento deste, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de apontamentos criminais, na forma da lei.

Além disso, a Uber utiliza uma ferramenta de "verificação de identidade em tempo real". De tempos em tempos, o aplicativo pede, aleatoriamente, para que os motoristas parceiros tirem uma selfie antes de aceitar uma viagem ou de ficar on-line, para ajudar a verificar se a pessoa que está usando o aplicativo corresponde àquela da conta que temos no arquivo. Isso ajuda a prevenir fraudes e protege as contas dos condutores de serem comprometidas. A Uber também realiza rechecagens periódicas dos motoristas já aprovados pelo menos uma vez a cada 12 meses.

A Uber fechou um contrato com o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros e candidatos a motoristas e de seus veículos, em tempo real, a partir das informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), com a autorização do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito. As fotos dos motoristas também serão verificadas digitalmente, com um software especialmente desenvolvido para isso, denominado Datavalid, que compara as imagens fornecidas pelo condutor com as arquivadas pela autoridade de trânsito, a fim de prevenir fraudes.

A Uber anunciou um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, materializado no investimento de R$ 1,55 milhão até 2020 em projetos elaborados ao longo dos últimos 18 meses em parceria com dez entidades que são referência no assunto."

(*) Com informações do Portal G1


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