Uber suspende contratações após pior prejuízo da história

No segundo trimestre do ano, empresa registrou perdas de US$ 5,24 bilhões

Foto: TargetHD

Não foi uma boa semana para o Uber. No último dia 8 de agosto, a companhia apresentou o balanço do último trimestre — e os números passaram longe do ideal. Durante o período, a empresa de mobilidade atingiu o pior prejuízo da sua história, de US$ 5,24 bilhões.

É comum que empresas de tecnologia não lucrem nos primeiros anos de sua operação. O Nubank, fintech brasileira e maior startup da América Latina, passou pelo mesmo no final de 2019. Mas o problema para o Uber é que a sua receita — um índice de extrema relevância para startups em ascensão — também não agradou aos acionistas e analistas.


A empresa fechou o trimestre com uma receita de US$ 3,17 bilhões, uma alta de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento, entretanto, foi o menor registrado pelo Uber desde que seus balanços começaram a ser divulgados.

Não para por aí

Alguns dias após o anúncio do balanço, ficou-se sabendo que o Uber congelou as contratações no setor de engenharia. Segundo a Bloomberg, o congelamento vale para engenheiros de software e de produto dos Estados Unidos e do Canadá. No mês passado, a empresa demitiu 400 funcionários.


Mesmo assim, o CEO do Uber, Dara Khosrowshahi, acredita que os próximos dois anos serão melhores para a empresa. “2019 é um ano de investimentos. Nós queremos ter certeza que o nosso crescimento será saudável’, afirmou ao The New York Times.

A empresa fez seu IPO em maio deste ano, levantando US$ 8,1 bilhões. A estreia, porém, também foi considerada “decepcionante” pelos analistas.


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