GREVE : A justiça determinou que 70% da frota dos ônibus seja mantida nos horários de pico durante a paralisação de SP

 Nos demais horários, no mínimo, 50% da frota deverá permanecer operando.

Foto: Aílton Oliveira/Mobilidade SP

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou nesta quinta-feira (5) que pelo menos 70% da frota de ônibus que circula na capital paulista seja mantida nos horários de pico durante a greve anunciada para esta sexta-feira (6) e dias subsequentes, caso a paralisação continue.

A decisão foi dada depois que a SPTrans entrou com um pedido para que a greve fosse considerada ilegal e que a circulação de ônibus fosse mantida.


A juíza Líbia da Graça Pires entendeu que a greve está de acordo com a Constituição Federal que assegura este direito aos trabalhadores, mas atendeu parcialmente ao pedido da SPTrans para que no mínimo, 70% da frota seja mantida durante os horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Nos demais horários, no mínimo, 50% da frota deverá permanecer operando.

Em caso de descumprimento, a multa diária será de R$ 100 mil. A fiscalização será feita por oficiais de justiça que acompanharão o serviço de transporte público nos terminais Terminal Bandeira, Parque Dom Pedro II, Princesa Isabel, Pinheiros, Campo Limpo, Terminal Mercado, A. E. Carvalho, Sacomã, São Miguel, Santo Amaro, Varginha, Jardim Ângela, Capelinha, Lapa, Água Espraiada, Sapopemba, Grajaú, Aricanduva, Vila Carrão e Guarapiranga.

Na tarde desta quinta (5) , 24 dos 49 terminais de ônibus da cidade de São Paulo foram bloqueados em protesto dos motoristas motivado, entre outros pontos, por uma redução na frota de ônibus da cidade de São Paulo. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), 450 veículos foram tirados de linha e a previsão é que outros 1.000 sejam retirados até o fim do ano, o que geraria cerca de 6 mil demissões.


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que a relação trabalhista é entre os funcionários e as empresas e que a "prefeitura não atua diretamente". "A nossa atuação é em cima das empresas concessionárias para que a população não saia prejudicada."

O prefeito ainda afirmou que os cobradores em atuação devem assumir novas ocupações para que o cargo seja extinto. "Hoje, menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro, você tem um custo para arcar só com 5% dos passageiros. Várias cidades já modernizaram com a questão do fim do cobrador e a cidade de São Paulo tem que avançar."

(*) Com informações do Portal G1


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